O
debate acerca da educação do Campo no Brasil, esta alcançando cada vez
mais consistência e visibilidade, e dessa forma se transformando em
políticas públicas para o campo. Apesar de uma grande parte das
discussões estarem ainda direcionados para problemas de
infra-estrutura, como construção de escola, transportes entre outros,
essas questões tem possibilitado um intenso debate entre os gestores
públicos e os movimentos sociais. Para estes últimos, a estrutura
física não é o único problema: a questão é mais complexa, pois esta
relacionada também a concepção de educação para as escolas do campo. O
desafio que se coloca é o da construção de um projeto pedagógico e
político que contemple as matrizes culturais da população do campo.
Nesse contexto, os relatos orais são fundamentais para pensar e
planejar a história da educação do campo, uma vez que colocam em
destaque experiências vivenciadas, tornando possível conhecer as
complexas matrizes culturais dessas populações. Nesse contexto os relatos orais como fonte de pesquisa e instrumental teórico
e metodológico adquirem uma importância singular, porque além de
fornecer elementos imprescindíveis para pensar essa realidade, se
constitui numa fonte documental que brevemente estaria
irremediavelmente perdida.